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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Publicações Lendárias... Turma da Mónica Jovem #2...

A Aventura Continua!


E como tinha prometido, o meu fascínio pessoal por esta série continua aqui nas publicações lendárias com a minha opinião de mais um número da revista Turma da Mónica Jovem.

Esta revista, embora sendo o número 2, continua a aventura épica em formato Mangá de toda a Turma do Bairro do Limoeiro que, agora adolescentes, se embrenham em aventuras ainda mais fascinantes que as que seguíamos quando eram apenas um bando de miúdos.


Depois dos acontecimentos do primeiro número, em que o Capitão Feio liberta a Rainha das 4 Dimensões, conhecida como Yuka, os pais de Cebola, Mónica, Magali e Cascão aparecem e revelam-se encarnações de guerreiros Samurai que enfrentaram a Rainha no passado. Yuka aprisiona-os em Katanas e para os libertar, a Turma terá de encontrar 4 objectos místicos que se encontram nas 4 Dimensões Mágicas.
Neste segundo número os heróis vão para a Dimensão de Mavidele onde irão enfrentar mais desafios, num mundo de fantasia medieval.


A arte é fantástica com desenhos de Emy T. Y. Acosta e José Aparecido Cavalcante na continuação do argumento de Maurício de Sousa e Flávio T. de Jesus.


A história tem 4 partes e é recheada de acção e humor com continuação no próximo número.
Toda a história é ainda alvo de momentos de cultura nerd e com grandes surpresas e referências a grandes obras da fantasia.


A contracapa vem, mais uma vez com 2 pinups, desta vez com Cascão e Magali.
Esta edição saiu no Brasil em Setembro de 2008.

Para um conjunto de novas aventuras da Turma da Mónica, este é sem dúvida nenhuma um excelente começo. Eu fiquei agarrado logo no primeiro número e penso que toda esta série é em si uma publicação lendária...falarei do próximo número em breve!!

domingo, 14 de julho de 2019

Publicações Lendárias...Spawn #2...

Em continuação deste meu artigo sobre os vários títulos de banda desenhada que me marcaram mais ao longo dos anos, seja como leitor, curioso ou mesmo apenas coleccionador, o Spawn sempre foi o meu herói...logo a seguir ao Spider-Man!!


No segundo número de Spawn, que sai no dia 1 do mês de Julho de 1992, o espanto é geral e a vontade de ler e de estar agarrado ao comic é tanta que conheço quem tenha comprado 3 exemplares com medo de os estragar.


Neste número Spawn decide procurar a sua amada Wanda mas receia a sua reacção ao vê-lo naquele estado e no que se transformou. Com os seus novos poderes ele decide mudar o seu aspecto, sempre com resultados desastrosos.
Enquanto Spawn tenta mudar de aspecto, uma estranha criatura anda a arrancar corações na cidade e a vangloriar-se do seu poder.
Exausto com o gasto excessivo de energia, Spawn retira-se para os becos abandonados da cidade só para ser gozado por um anão disfarçado de palhaço que volta a aparecer, não se sabe bem de onde e que esconde um segredo terrível...


A dinâmica, o desenho espectacular e os detalhes assombrosos continuam a surpreender ainda hoje.
A arte, argumento e capa são de Todd McFarlane.
As cores são brutais e algo nunca visto até à altura nos comics americanos. O aspecto dramático e meio desesperado da personagem principal e a constante atmosfera de mistério e solidão fazem com que não se consiga parar de ler.


Esta edição intitula-se "Questions", sendo a segunda parte da história introdutória e é dedicada a Steve Ditko.


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Publicações Lendárias - Witchblade #1...

Estávamos no ano de 1995, o mundo dos comics já não era o mesmo desde a formação da nova editora Image Comics em 1992. Com o lançamento de títulos lendários como Spawn, W.i.l.d.cats, Savage Dragon, Youngblood, Cyberforce entre outros, os coleccionadores viam-se na necessidade de escolher o que comprar e o que seguir neste novo e fantástico universo de heróis fora do comum.


É neste ano de 1995, mais precisamente em Novembro, que David Whol, Michael Turner e Cristina Z. põem no mercado um título que vai revolucionar a arte nos comics.
A Witchblade aparece para deixar todos de boca aberta e com arte de Michael Turner, que será algo nunca visto desde que Todd McFarlane e Marc Silvestri, lançaram os seu títulos em 1992.


O primeiro número esgota em pouco tempo e em Portugal aparece em lojas da especialidade, desaparecendo rapidamente dos escaparates. Nesta altura já eu andava à caça dos raros números de Spawn e foi por sorte que um dos gerentes da BD Mania (loja que se situa hoje na Rua das Flores, em Lisboa) me aconselhou a nova Witchblade.
Confesso que na altura, tinha eu acabado de fazer 20 anos, um título em que o protagonista era uma mulher cheia de curvas avantajadas, até que não era má ideia de todo.
Witchblade foi uma das primeiras revistas em que o principal protagonista é uma mulher e só por isso sabia que ia valer a pena.


Recordo-me de ter comprado a revista e de a ler no longo caminho para casa, que fazia de autocarro. Não tirei os olhos da arte durante todo o caminho. "The Saga Begins" era o que prometia a capa da revista que mostrava a heroína da história, meio despida no meio das gárgulas, em pose de matadora e com aspecto futurista, numa capa que se prolongava para a parte detrás da revista, formando um poster com arte de Micheal Turner que naquela altura não era assim tão comum.
Devo ter lido a revista umas 5 ou 6 vezes para absorver bem a história e no dia a seguir até a levei para a escola (estava a terminar o secundário em artes e o pessoal teria de ver aquilo).


A revista lá passou de mão em mão pelas 3 turmas de artes de anos diferentes e foi tratada de várias maneiras. Em certas partes do dia até lhe perdi o rasto encontrando-a por acaso, dobrada ao meio, no bolso das calças de ganga uma colega minha que, para meu horror, me entregou a revista dobrada e sem qualquer preocupação pelo seu estado.
As fotos que apresento aqui são dessa mesma revista que guardei religiosamente até hoje.


Witchblade apresenta Sara Pezzini, uma detective da NYPD que sem saber muito bem como, se vê envolvida num mistério que tem milénios e que envolve um misterioso empresário que possui um artefacto poderoso e de origem desconhecida. Vendo-se numa situação de vida ou morte, Sara vê-se, de repente, na posse da Witchblade, uma antiga relíquia, em forma de luva, que lhe dá poderes incríveis e incompreensíveis.
É aqui que começa a "Saga" que se promete na capa e que se vai prolongar por muitos anos.


Com arte de cortar a respiração, dinâmica de acção e paginas totalmente preenchidas com desenhos, Witchblade vem dinamizar a arte de contar histórias e vem mostrar uma história que terá repercussões em vários títulos da Image e que depressa se tornará numa lenda da Banda Desenhada.
Esta é seguramente uma publicação lendária e não apenas pelo seu primeiro número. Prometo mostrar aqui todos os números desta saga e ir revelando como é que este Witchblade se tornou numa das minhas mais orgulhosas colecções.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Publicações Lendárias...Turma da Mónica Jovem #1...

A certa altura da nossa vida, seja infância ou durante a adolescência, todos conhecemos ou passámos os lhos mais do que uma vez pelas revistas da Turma da Mónica. Homens, mulheres, adolescentes e crianças já aprenderam e riram com a Mónica e com a sua turma.

As minhas experiências com a Turma da Mónica original sempre foram as melhores. Tive imensos livros da Mónica, do Cebolinha e do Cascão. Hoje não sei bem o que lhes aconteceu mas creio que chega a uma época da nossa vida que deixamos de lado certas coisas para passar a outras, mais excitantes e que fazem parte da nossa evolução como pessoas e como leitores. Continuo a gostar da Turma da Mónica original, mas confesso que é um título que compro pouco, aproveitando apenas ocasionalmente um ou outro especial que considero essencial para a minha crescente colecção de banda desenhada.
Como na vida também a Turma da Mónica sofreu uma evolução.
Em 2008 a Editora Maurício de Sousa põe no mercado uma nova revista intitulada Turma da Mónica Jovem usando como chave a ideia de que a Mónica cresceu e é agora uma adolescente e juntamente com os seus companheiros de sempre, vão viver aventuras extraordinárias.

A aposta no estilo Manga e nas histórias a preto e branco foram um golpe de mestre que, a meu ver, fez com que este título passasse imediatamente a ser uma publicação lendária.


A Turma da Mônica cresceu e muita coisa mudou.
O primeiro número intitula-se "4 Dimensões Mágicas" sendo esta a primeira parte de uma saga que começa logo com grandes revelação e introduzindo o estilo que vai marcar para sempre a revista.


Continuam as aventuras incríveis, e neste primeiro número o Capitão Feio liberta Yuka, a rainha das 4 dimensões. Sabendo disso, os seus pais aparecem e revelam que são os guerreiros do imperador japonês que enfrentaram a Yuka, então ela aprisiona-os em espadas japonesas, e para que eles sejam libertados, alguém precisa juntar quatro objectos existentes nas quatro dimensões mágicas e para isso têm de enfrentar todos os desafios.


A dinâmica, o humor, e o argumento de Maurício de Sousa e Flávio T. de Jesus e a arte de Emy T. Y. Acosta, José Aparecido Cavalcante trazem a Turma da Mónica para novas e mais espectaculares aventuras.
Como leitor de banda desenhada de vários estilos confesso que o estilo Manga nunca foi o meu favorito mas estas aventuras da Turma da Mónica Jovem deixaram-me completamente viciado nas aventuras destes jovens adolescentes do Bairro do Limoeiro. Vê-los crescidos é como ver a nossa própria evolução como pessoas sendo que acompanhámos tantas vezes as suas aventuras quando nós éramos pequenos e quando estas personagens eram também pouco mais velhos do que nós.


A edição é sempre acompanhada por um comentário final de Maurício com uma moral, com uma opinião, com um conselho.
Turma da Mónica Jovem é uma lufada de ar fresco e surge quando menos se esperava, pelo menos em Portugal. Este é mais um título de que irei falar aqui neste artigo e que acompanho desde 2008.
Penso que foi uma sorte até hoje podermos usufruir deste título em Portugal, tendo em conta de que as publicações por cá são irregulares e nem sempre conseguimos encontra-los.

A Turma da Mónica Jovem saiu em Agosto de 2008 e teve um número 0 que nunca chegou em Portugal.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Publicações Lendárias - Superaventuras Marvel #2...

Depois de ter lançado este tópico aqui no blogue, tenho-me deparado com comentários nas redes sociais em como estes livros brasileiros trazem tantas memórias aos graúdos da época em que foram lançados.
Talvez esta tenha sido uma das grandes ideias dos anos 80 em Portugal.
Lançar as revistas Marvel e DC que os nossos irmãos liam no Brasil não foi nada mau pensado, tanto como negócio como pela nossa educação na BD que mais se lia nas Américas.


O numero 2 desta revista Superaventuras Marvel chega às bancas brasileiras em Agosto de 1982.
Depois de um mês a sofrer os leitores já ansiavam mais um número da nova revista mensal.
Este segundo número continua com as aventuras anteriores e começa com as novas aventuras do Dr. Estranho.


A primeira aventura deste volume começa mesmo pelo Mago Supremo e intitula-se "Este Mundo Enlouquecido", com desenhos e argumento de Barry Windsor-Smith.
Depois de caminhar pela cidade ciente dos males do Mundo, Estranho, na sua forma astral, procura o seu mestre Ancião e acaba preso e distante do seu corpo físico que é possuído por uma entidade estranha. Vendo-se em outra dimensão, Estranho precisa de descobrir quem é o vilão que o assombra para poder libertar-se.


As aventuras seguem-se e logo a seguir com Conan e "A Sereia da Neve", um clássico adaptado com arte de Barry Windsor-Smith e argumento de Roy Thomas.
Conan, depois de derrotar um bando de Vikings acorda num campo gelado e descobre uma bela mulher que o alicia e o leva para uma armadilha onde ele tem de enfrentar os seus irmão gigantes, descobrindo que a bela mulher não é o que parece.


Em "Fúria Cega", o Demolidor enfrenta o Hulk e é Matt Murdock que o acalma e o faz reverter à identidade de Bruce Banner. Mesmo depois de dar ajuda ao cientista, Hulk volta à carga e é o Demolidor que tem de o enfrentar nas ruas de Nova Iorque.
Os desenhos são de Frank Miller e o argumento de Roger Mckenzie.


A ultima história chama-se "Sangue na Selva" e trás o Pantera Negra que ao regressar a Wakanda encontra o país à mercê de Erik, o Terror Negro. A pantera é derrotada no primeiro conflito com Erik e recupera rapidamente para logo enfrentar Veneno, um dos mais perigosos lacaios do Terror Negro.
Com desenhos de Rich Buckler e argumento de Don McGregor, esta é a ultima história deste segundo numero de Superaventuras Marvel.


A dinâmica de aventuras e de arte começava a ser um marco importante neste título que marcou tantas gerações de leitores em Portugal.
Vou explorar os outro números de Superaventuras Marvel em breve e trazer mais boas memórias.