Mostrar mensagens com a etiqueta Publicações Lendárias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Publicações Lendárias. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de março de 2026

Leituras do Best - Selecções Marvel...

Todos aqueles que nasceram nos anos 70 se lembram, da então luxuosa coleção, intitulada Seleções Marvel!
Hoje em dia, os álbuns de banda desenhada são praticamente todos assim, com capa dura e tratamentos brilhantes. Nos anos 80, uma destes livros era um tal luxo que, ter uma coleção Marvel destas em casa era quase como um privilégio e sinal de pais endinheirados.
Um livro destes custava 450$00 escudos o que, para a época, representava uma pequena fortuna.

As Seleções Marvel surgem em 1986. 
Produção portuguesa com a marca da Abril, foi vendida apenas em território português e nunca chegou a ser publicada no Brasil.
Esta coleção de 9 livros é uma compilação de números aleatórios dos títulos Marvel da Editora Abril, do ano de 1985/86.
Cada volume vem com três títulos diferentes que, desprovidos da capa, eram compilados neste formato.


Recordo-me perfeitamente de adquirir estes preciosos volumes, que na altura foram totalmente financiados pela minha avó que, embora não entendesse para que é que eu queria tantos livros, lá me fazia a vontade. Talvez para ter o prazer de me ver entusiasmado e sossegado a ler.
A vila onde vivia, nos arredores de Odivelas, tinha apenas aquela pequena papelaria.
A porta pequena do estabelecimento, situada perigosamente à beira de uma estrada muito movimentada, dava acesso a um degrau que descia para uma cave, onde conviviam os mais diversos artigos de papelaria. Ali encontrava também guloseimas, jornais, revistas, livros, bonecos Maia+Borges e as incríveis publicações de super heróis da Editora Abril, que se exibiam num expositor vertical giratório.
Adorava aquele local, que visitava com os meus pais e avós paternos, desde a tenra infância.
Foi precisamente nesse local que descobri que não via lá muito bem, o que cedo me transformou num caixa de óculos.


Nunca cheguei bem a perceber porque é que saíram apenas 9 volumes das Selecções Marvel. 
Questões editoriais? Falta de apoio da Editora Abril?
Acho que as razões não importam assim tanto e, se algum dos meus leitores souber mais à cerca deste assunto que por favor me faça chegar essa informação.
O que vale é que estes livros ainda estão comigo, praticamente 40 anos depois, mais ano, menos ano.


Não importava se, ao abrir um destes volumes, descobrisse que já tinha na minha prateleira um ou outro número do Homem-Aranha, do Capitão América, ou das Superaventuras Marvel. Só o facto de descobrir novas histórias, já era uma conquista incrível.
Devorei-os imensas vezes e conservei-os o melhor possível.
Nos últimos tempos já foram intervencionados diversas vezes. A cola fica velha. O miolo estala e a cola branca entra em ação para conservar estas preciosidades durante mais uns anos.


Tenho todos os números das revistas aqui compiladas, individualmente. No entanto a magia das Selecções Marvel, com esta capa que se repetia em todos os volumes e que representa um grupo de super heróis Marvel, que poucos conhecem, continua a fazer com que os meus olhos parem nestas lombadas, sempre que passo pela estante.

Capa da Graphic Marvel Novel #9 "The Futurians" de David Cockrum,
 presente nos 9 volumes das Selecções Marvel

Estas são publicações lendárias que me deixam grandes memórias, que marcaram uma época e que me formaram para o gosto pela leitura e pela banda desenhada.

sábado, 5 de outubro de 2019

Publicações Lendárias - Superaventuras Marvel #3...

Um dos números mais complicados de encontrar, pelo menos para mim foi um dos que me deu mais dores de cabeça, foi o número 3 de Superaventuras Marvel.


Cada número tem o seu porque e este aposto que é por causa da origem inédita (na altura!) do Demolidor.
Mas lá voltaremos.
Este Superaventuras é de Setembro de 1982 e lançado no Brasil, mais uma vez, pela Editora Abril.
São mais 4 histórias de super heróis com a continuação das aventuras iniciadas no primeiro e segundos números.


A primeira história chama-se "Revelação" e vem com argumento de Roger McKenzie e arte de Frank Miller. Depois de ter sido massacrado pelo Hulk, o Demolidor vai para ao hospital e revela o seu maior segredo a Ben Urich...


No conto seguinte encontramos o Dr. Estranho, na continuação da história do número anterior.
"A Cidade do Terror" vai revelar ao mago supremo como existe um lugar secreto onde seres estranhos procriam desde à muito com os seres humanos. Com argumento de Roy Thomas e arte genial de Barry Windsor-Smith.


"Malice, ao luar de sangue" é a segunda parte da saga Fúria do Pantera e que vai levar Malice à vingança do misterioso Pantera Negra. Argumento de Don McGregor e arte de Rick Buckler Jr. e Klaus Janson.

A revista termina com uma excelente história de Conan intitulada "A ressureição do Mal" (que é uma continuação de uma história que saiu na revista Heróis da TV #39 e que mostrarei um destes dias aqui nesta rubrica) e mostra como Conan, aliado a Elric e a Zephra confrontam um feiticeiro que ainda hoje dá muito que falar e que é Kulan-Gath. O argumento é de Roy Thomas e os desenhos dão novamente de Barry Windsor-Smith.


Este número 3 da revista é um festival de arte e aventuras épicas como só os anos 80 tinham o condão de nos dar. A nostalgia é mais que muito e já por várias vezes li algumas destas aventuras noutros formatos. Mas ter esta revista na mão leva-me para a minha infância quase instantaneamente e as aventuras do Pantera Negra, por exemplo, nunca mais saíram deste formato, pelo menos por cá!
Obrigado por lerem e partilharem esta Publicação Lendária...mais destas coisas boas da BD muito em breve!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Publicações Lendárias... Turma da Mónica Jovem #2...

A Aventura Continua!


E como tinha prometido, o meu fascínio pessoal por esta série continua aqui nas publicações lendárias com a minha opinião de mais um número da revista Turma da Mónica Jovem.

Esta revista, embora sendo o número 2, continua a aventura épica em formato Mangá de toda a Turma do Bairro do Limoeiro que, agora adolescentes, se embrenham em aventuras ainda mais fascinantes que as que seguíamos quando eram apenas um bando de miúdos.


Depois dos acontecimentos do primeiro número, em que o Capitão Feio liberta a Rainha das 4 Dimensões, conhecida como Yuka, os pais de Cebola, Mónica, Magali e Cascão aparecem e revelam-se encarnações de guerreiros Samurai que enfrentaram a Rainha no passado. Yuka aprisiona-os em Katanas e para os libertar, a Turma terá de encontrar 4 objectos místicos que se encontram nas 4 Dimensões Mágicas.
Neste segundo número os heróis vão para a Dimensão de Mavidele onde irão enfrentar mais desafios, num mundo de fantasia medieval.


A arte é fantástica com desenhos de Emy T. Y. Acosta e José Aparecido Cavalcante na continuação do argumento de Maurício de Sousa e Flávio T. de Jesus.


A história tem 4 partes e é recheada de acção e humor com continuação no próximo número.
Toda a história é ainda alvo de momentos de cultura nerd e com grandes surpresas e referências a grandes obras da fantasia.


A contracapa vem, mais uma vez com 2 pinups, desta vez com Cascão e Magali.
Esta edição saiu no Brasil em Setembro de 2008.

Para um conjunto de novas aventuras da Turma da Mónica, este é sem dúvida nenhuma um excelente começo. Eu fiquei agarrado logo no primeiro número e penso que toda esta série é em si uma publicação lendária...falarei do próximo número em breve!!

domingo, 14 de julho de 2019

Publicações Lendárias...Spawn #2...

Em continuação deste meu artigo sobre os vários títulos de banda desenhada que me marcaram mais ao longo dos anos, seja como leitor, curioso ou mesmo apenas coleccionador, o Spawn sempre foi o meu herói...logo a seguir ao Spider-Man!!


No segundo número de Spawn, que sai no dia 1 do mês de Julho de 1992, o espanto é geral e a vontade de ler e de estar agarrado ao comic é tanta que conheço quem tenha comprado 3 exemplares com medo de os estragar.


Neste número Spawn decide procurar a sua amada Wanda mas receia a sua reacção ao vê-lo naquele estado e no que se transformou. Com os seus novos poderes ele decide mudar o seu aspecto, sempre com resultados desastrosos.
Enquanto Spawn tenta mudar de aspecto, uma estranha criatura anda a arrancar corações na cidade e a vangloriar-se do seu poder.
Exausto com o gasto excessivo de energia, Spawn retira-se para os becos abandonados da cidade só para ser gozado por um anão disfarçado de palhaço que volta a aparecer, não se sabe bem de onde e que esconde um segredo terrível...


A dinâmica, o desenho espectacular e os detalhes assombrosos continuam a surpreender ainda hoje.
A arte, argumento e capa são de Todd McFarlane.
As cores são brutais e algo nunca visto até à altura nos comics americanos. O aspecto dramático e meio desesperado da personagem principal e a constante atmosfera de mistério e solidão fazem com que não se consiga parar de ler.


Esta edição intitula-se "Questions", sendo a segunda parte da história introdutória e é dedicada a Steve Ditko.


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Publicações Lendárias - Witchblade #1...

Estávamos no ano de 1995, o mundo dos comics já não era o mesmo desde a formação da nova editora Image Comics em 1992. Com o lançamento de títulos lendários como Spawn, W.i.l.d.cats, Savage Dragon, Youngblood, Cyberforce entre outros, os coleccionadores viam-se na necessidade de escolher o que comprar e o que seguir neste novo e fantástico universo de heróis fora do comum.


É neste ano de 1995, mais precisamente em Novembro, que David Whol, Michael Turner e Cristina Z. põem no mercado um título que vai revolucionar a arte nos comics.
A Witchblade aparece para deixar todos de boca aberta e com arte de Michael Turner, que será algo nunca visto desde que Todd McFarlane e Marc Silvestri, lançaram os seu títulos em 1992.


O primeiro número esgota em pouco tempo e em Portugal aparece em lojas da especialidade, desaparecendo rapidamente dos escaparates. Nesta altura já eu andava à caça dos raros números de Spawn e foi por sorte que um dos gerentes da BD Mania (loja que se situa hoje na Rua das Flores, em Lisboa) me aconselhou a nova Witchblade.
Confesso que na altura, tinha eu acabado de fazer 20 anos, um título em que o protagonista era uma mulher cheia de curvas avantajadas, até que não era má ideia de todo.
Witchblade foi uma das primeiras revistas em que o principal protagonista é uma mulher e só por isso sabia que ia valer a pena.


Recordo-me de ter comprado a revista e de a ler no longo caminho para casa, que fazia de autocarro. Não tirei os olhos da arte durante todo o caminho. "The Saga Begins" era o que prometia a capa da revista que mostrava a heroína da história, meio despida no meio das gárgulas, em pose de matadora e com aspecto futurista, numa capa que se prolongava para a parte detrás da revista, formando um poster com arte de Micheal Turner que naquela altura não era assim tão comum.
Devo ter lido a revista umas 5 ou 6 vezes para absorver bem a história e no dia a seguir até a levei para a escola (estava a terminar o secundário em artes e o pessoal teria de ver aquilo).


A revista lá passou de mão em mão pelas 3 turmas de artes de anos diferentes e foi tratada de várias maneiras. Em certas partes do dia até lhe perdi o rasto encontrando-a por acaso, dobrada ao meio, no bolso das calças de ganga uma colega minha que, para meu horror, me entregou a revista dobrada e sem qualquer preocupação pelo seu estado.
As fotos que apresento aqui são dessa mesma revista que guardei religiosamente até hoje.


Witchblade apresenta Sara Pezzini, uma detective da NYPD que sem saber muito bem como, se vê envolvida num mistério que tem milénios e que envolve um misterioso empresário que possui um artefacto poderoso e de origem desconhecida. Vendo-se numa situação de vida ou morte, Sara vê-se, de repente, na posse da Witchblade, uma antiga relíquia, em forma de luva, que lhe dá poderes incríveis e incompreensíveis.
É aqui que começa a "Saga" que se promete na capa e que se vai prolongar por muitos anos.


Com arte de cortar a respiração, dinâmica de acção e paginas totalmente preenchidas com desenhos, Witchblade vem dinamizar a arte de contar histórias e vem mostrar uma história que terá repercussões em vários títulos da Image e que depressa se tornará numa lenda da Banda Desenhada.
Esta é seguramente uma publicação lendária e não apenas pelo seu primeiro número. Prometo mostrar aqui todos os números desta saga e ir revelando como é que este Witchblade se tornou numa das minhas mais orgulhosas colecções.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Publicações Lendárias...Turma da Mónica Jovem #1...

A certa altura da nossa vida, seja infância ou durante a adolescência, todos conhecemos ou passámos os lhos mais do que uma vez pelas revistas da Turma da Mónica. Homens, mulheres, adolescentes e crianças já aprenderam e riram com a Mónica e com a sua turma.

As minhas experiências com a Turma da Mónica original sempre foram as melhores. Tive imensos livros da Mónica, do Cebolinha e do Cascão. Hoje não sei bem o que lhes aconteceu mas creio que chega a uma época da nossa vida que deixamos de lado certas coisas para passar a outras, mais excitantes e que fazem parte da nossa evolução como pessoas e como leitores. Continuo a gostar da Turma da Mónica original, mas confesso que é um título que compro pouco, aproveitando apenas ocasionalmente um ou outro especial que considero essencial para a minha crescente colecção de banda desenhada.
Como na vida também a Turma da Mónica sofreu uma evolução.
Em 2008 a Editora Maurício de Sousa põe no mercado uma nova revista intitulada Turma da Mónica Jovem usando como chave a ideia de que a Mónica cresceu e é agora uma adolescente e juntamente com os seus companheiros de sempre, vão viver aventuras extraordinárias.

A aposta no estilo Manga e nas histórias a preto e branco foram um golpe de mestre que, a meu ver, fez com que este título passasse imediatamente a ser uma publicação lendária.


A Turma da Mônica cresceu e muita coisa mudou.
O primeiro número intitula-se "4 Dimensões Mágicas" sendo esta a primeira parte de uma saga que começa logo com grandes revelação e introduzindo o estilo que vai marcar para sempre a revista.


Continuam as aventuras incríveis, e neste primeiro número o Capitão Feio liberta Yuka, a rainha das 4 dimensões. Sabendo disso, os seus pais aparecem e revelam que são os guerreiros do imperador japonês que enfrentaram a Yuka, então ela aprisiona-os em espadas japonesas, e para que eles sejam libertados, alguém precisa juntar quatro objectos existentes nas quatro dimensões mágicas e para isso têm de enfrentar todos os desafios.


A dinâmica, o humor, e o argumento de Maurício de Sousa e Flávio T. de Jesus e a arte de Emy T. Y. Acosta, José Aparecido Cavalcante trazem a Turma da Mónica para novas e mais espectaculares aventuras.
Como leitor de banda desenhada de vários estilos confesso que o estilo Manga nunca foi o meu favorito mas estas aventuras da Turma da Mónica Jovem deixaram-me completamente viciado nas aventuras destes jovens adolescentes do Bairro do Limoeiro. Vê-los crescidos é como ver a nossa própria evolução como pessoas sendo que acompanhámos tantas vezes as suas aventuras quando nós éramos pequenos e quando estas personagens eram também pouco mais velhos do que nós.


A edição é sempre acompanhada por um comentário final de Maurício com uma moral, com uma opinião, com um conselho.
Turma da Mónica Jovem é uma lufada de ar fresco e surge quando menos se esperava, pelo menos em Portugal. Este é mais um título de que irei falar aqui neste artigo e que acompanho desde 2008.
Penso que foi uma sorte até hoje podermos usufruir deste título em Portugal, tendo em conta de que as publicações por cá são irregulares e nem sempre conseguimos encontra-los.

A Turma da Mónica Jovem saiu em Agosto de 2008 e teve um número 0 que nunca chegou em Portugal.