terça-feira, 22 de setembro de 2026

Leituras do Best - Thundarr #5 e 6...


Os últimos números de Thundarr: The Barbarian são também o culminar da série e dos acontecimentos narrados.
Opto por colocar a minha análise às duas revistas devido ao atraso com que as recebi e à enorme quantidade de leituras que tenho para ler, fotografar e analisar.
Assim, Thundarr termina com as revelações de que estávamos à espera.


Escolhido para empunhar a estranha Sunsword, Thundarr acaba por salvar o futuro, de um passado que se adivinhava terminar nas mãos dos feiticeiros mais poderosos do futuro. Tem lógica a última frase? Procurar lógica numa análise como esta só poderá fazer sentido com a leitura destes últimos comics.






A arte continua incrível e o argumento tece acontecimentos cruciais para a compreensão da personagem e do ambiente que o rodeia.
Por Kewber Baal, na arte e Jason Aaron, no argumento. Thundarr: The Barbarian é uma excelente mini série e uma série de fantasia que espero que volte pela Dynamite, em breve!

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Masters of the Universe - New Eternia Moss Man...

Existem personagens de que estamos sempre à espera de ver em Masters of the Universe.
Sai uma nova linha e queremos ver o Stratos, o Beast Man, a Teela e a Sorceress. O Man-At-Arms é obrigatório e se não tiver o Trap Jaw ou o Fisto, logo de início, as vendas não correm bem!
Pode parecer engraçado mas é o que sinto e, muitas das vezes, a Mattel serve-se dessas personagens tão desejadas para fazer com que a nova linha se prolongue por mais tempo, deixando assim os colecionadores numa espécie de expectativa do que poderá aparecer.


O Moss Man é uma dessas personagens desejadas que vai aparecendo nas linhas e até séries animadas, fazendo com que fiquemos sempre na expectativa sobre o seu aspecto.
Na linha New Eternia, agora chamada de Chronicles, as figuras especiais vêm em caixas grandes, com design exclusivo e que escondem também figuras maiores do que o costume.


Este New Eternia Moss Man é um colosso.
O design segue o aspecto geral da figura mas aqui é melhorado ao máximo, oferecendo uma figura de acção super articulada, super detalhada e com aquele porte bruto e primordial de ser meio animal, meio vegetal que é o Moss Man.


Nesta versão, o gigantesco guerreiro vem vestido de folhas, enrolado em ramos e com armas originais e também bem detalhadas.
Toda a aquisição desta figura é um espetáculo, que começa na caixa e acaba na figura.
Vem com uma maça de ponta dourada que invoca algo mágico e ancestral. O design da arma nada tem a ver com esta figura nem com as anteriores representações de armas mais "naturais" que a personagem usa noutras linhas. A faca de aspecto simples e primitivo, vem com a respetiva bainha e pode ser colocada no cinto. Aqui o aspecto da faca já vem mais de encontro ao que podemos esperar de um ser que, no fundo, nem precisa de armas para se defender ou atacar um qualquer intruso nas suas florestas. O ramo que vem associado é um apêndice, que podemos encaixar nas mãos, para dar um aspecto de poder de transformação deste Deus da Natureza de Eternia. Cabe no lugar das duas mãos sendo que é um acessório que já foi visto na versão do Moss Man da linha Masters of the Universe: Revelations.


É uma figura que merece destaque e que foi muito bem concebida.
A meu ver, uma das melhores figuras destes gigantes especiais e um Moss Man digno do seu nome e aspecto. A escultura da face é bem diferente da escultura do Beast Man a que estamos habituados a ver e, só por esse detalhe, vale a pena a exposição ao pé do vilão.


Como referi acima, a caixa vem também cheia de bons detalhes e é, em si, um objecto colecionável.
Esta foi uma das figuras em que tomei a liberdade de lhe dar um fundo gerado por inteligência artificial. Apresento aqui a foto original que tirei e a mesma foto com o fundo modificado.
Já tinha feito esta experiência com a figura New Eternia Ram Man, que também ficou incrível! 

Foto Original

Foto com fundo modificado por IA

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Leituras do Best - Elric...


Esta primeira parte, da famigerada Saga de Elric é como um sonho tornado realidade.
O meu primeiro contacto com esta controversa personagem da literatura  fantástica, aconteceu na adolescência.
Na altura, as edições Abril estavam a inundar o mercado português com publicações e, embora algumas fossem inacessíveis para um jovem que nem sequer tinha uma mesada, a mini serie do Elric: Navegante dos Mares do Destino, apresentaram-me a personagem controversa deste guerreiro albino que tanto me fascinou.
Recordo-me de ler estas edições pouco depois de ter acabado a fascinante a trilogia marciana de Michael Moorcock e de ter ficado muito surpreendido, por esta personagem ser do mesmo autor.
Só muito recentemente tive novo contacto com o Elric, com a publicação dos únicos 3 livros da editora saída de emergência.


Agora a Arte de Autor arrasa os leitores de fantasia épica, com a publicação dos 4 primeiros volumes de Elric de Julien Blondel, Didier Poli, Jean Batiste e Robin Recht.
Arte fenomenal, argumento muito bem adaptado e com a curadoria do próprio Moorcock, estes 4 álbuns são uma delícia.


Elric, o imperador albino de fraca saúde é o protagonista principal de uma saga que nos vai levar por locais inóspitos, reinos inimagináveis, intrigas, maquinações, magia, loucura e manipulação.
O império de Melniboné está em decadência. Os senhores do Caos parecem ter abandonado os seus lacaios e é este herói controverso que vem sacudir as raízes de uma raça. Escravo de Arioch, um pequeno mas poderoso Deus do Caos, Elric vira as costas à sua herança para se tornar algo novo, algo diferente da crueldade e perfídia de um povo que durante milénios escravizou todos aqueles que governava.


O Trono de Rubi, Stormbringer, O Lobo Branco e A Cidade que Sonha, são a primeira parte de uma saga que promete trazer ao público português o herói controverso. O necromante doente que, com a ajuda da sua espada consciente, vira as costas ao Caos, iniciando um precurso que não vai deixar ninguém indiferente.


Os álbuns são em capa dura, com uma média de 64 páginas, que valem a pela ler mais do que uma vez.
Esta é, muito provavelmente, a melhor publicação da editora Arte de Autor deste ano.