segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Vinhetas desde o Atlántico 2026...

Cartaz de Miguel Robledo

Confesso que não conhecia este festival de Banda Desenhada espanhol.
Vinhetas desde o Atlântico existe desde 1998 e celebra a nona arte no norte de Espanha, mais precisamente na Corunha.
Este ano estive por lá, a convite da Livraria Dr. Kartoon, no âmbito de ir representar diversas editoras, obras e artistas portugueses, em português!


Posso desde já garantir que foi um festival incrível, com exposições de obras fora de série e que mereceram o devido destaque.
Para além de uma rua inteira, localizada no Jardim Méndez Núñez, dedicada ao comércio, as diversas exposições espalharam-se um pouco por toda a cidade.
Mostrar aqui no blogue este festival é uma tarefa titânica pois, as fotos são mais que muitas e é impossível mostrar tudo.
Tendo em conta que só estive por lá a meio tempo, não consegui desfrutar de todo o festival dado que, por razões familiares, tive de regressar a Portugal na quinta-feira, deixo aqui parte do que consegui registar das exposições que consegui ver, sendo que, com muita pena minha, não estive com os autores portugueses convidados, nem consegui visitar a exposição dos mesmos, que se realizou muito perto da Rua BD.
Destaco então a exposição que esteve no Kiosque Alfonso, onde estiveram grandes nomes da Banda desenhada espanhola e estrangeira.
Os trabalhos de Brian Talbot, Lisa Lurgin, Sebas Martin, Alberto Taracido, Carlos Giménez, Maria Carlos Fernandez, Tyto Alba e Pep Brocal, estavam todos à disposição para grande apreciação do público e magistralmente apresentados num espaço cheio de dinâmica e equilíbrio visual.


Consegui ainda visitar outra grande exposição, realizada a poucos metros, junto à marina, na Sala Palexco, onde fui surpreendido com uma apresentação de colecionismo dedicado aos Simpsons, que pertence ao colecionador Raúl Garcia, que chegou até a trabalhar para a lendária série animada.
O autor Jacobo F.S. também dividiu espaço com os Simpsons, com uma mostra do seu trabalho de ilustração e banda desenhada, de longos anos.



Como referi acima, acabei por não conseguir ver a totalidade das exposições que estavam distribuídas um pouco por toda a cidade, em diversos espaços culturais.
No dia do eclipse consegui ainda visitar uma exposição dedicada exclusivamente a autores palestinianos de BD, que estará patente até finais de Setembro no edifício da Fundação Luís Seone.
As fotos foram tiradas de noite e não estão perfeitas.









Mesmo sem conseguir ir a todas as exposições, conheci pessoas incríveis, estive com um par de autores e provei muito da gastronomia da Corunha na companhia do grande João Lameiras (Dr. Kartoon) e da minha inseparável companheira de feiras Frederica Armada!
Foi um festival muito bom, que espero voltar a visitar, talvez com muito mais tempo, no próximo ano!
Apresento as minhas desculpas a quem queria ver mais, mas a minha estadia foi curta e não ouve tempo para visitar tudo.