domingo, 7 de abril de 2019

Masters of the Universe Classics - Point Dread e Talon fighter...

Masters of the Universe Classics sempre foi uma colecção de figuras que surpreendeu os coleccionadores. Desde as mais raras personagens, àquelas que nunca foram sequer sonhadas em forma de figura pelos muitos fãs desta mítica série de brinquedos.

Para além de figuras, a intenção da Mattel foi de produzir também os playsets que apareceram nos anos 80 e que, de alguma forma, completavam as figuras.
Depois do enorme sucesso que foi o Castelo de Grayskull, que saiu em 2012, todos os coleccionadores esperavam mais, mais playsets, mais cenários e mais boas ideias.
A lógica seria que, para completar o mítico Castelo, o conjunto do Point Dread saísse pouco depois mas, tendo em conta a escala das figuras e da lendária Talon Fighter, tal seria qualquer coisa de titânico.
Caixa do conjunto Point Dread e Talon Fighter

O que aconteceu foi isso mesmo.
Em 2014 a Mattel lança no mercado dos coleccionadores a enorme Point Dread com o Talon Fighter feito à escala MOTUC e cheia de boas e surpreendentes novidades. Este conjunto veio numa caixa enorme com arte original de Rudy Obrero, um dos artistas originais que fazia a arte das caixas vintage de Masters of the Universe.
É uma belíssima caixa e que até na parte detrás vem com os típicos desenhos delineados a vermelho e que mostram outros veículos e figuras da linha MOTUC que já saíram. Uma caixa em grande estilo.

Mas o que é o Point Dread e porque tem o Talon Fighter no seu topo?
De acordo com as lendas mais antigas de Eternia, o Point Dread é um local mágico e poderoso que aparece em Eternia de 20 em 20 anos e por curtos períodos de tempo. Segundo se sabe a Goddess of Eternia, depois de uma tentativa de Skeletor de usurpar o poder da estrutura, fundiu-a com o Castelo de Grayskull, fazendo assim parte do local místico mais antigo do planeta.
Outras histórias afirmam que os construtores de Point Dread são os mesmos do Castelo de Grayskull e a estrutura é tão antiga como a fortaleza. A estrutura pode mover-se através do tempo e do espaço e que usar o Talon Fighter terá grande poder e chegar a qualquer ponto de Eternia em pouco tempo. o Point Dread aparecia em qualquer lado que fosse preciso aterrar o Talon Fighter estando assim ligados por uma espécie de elo místico.
Outras histórias se contam sobre esta fortaleza e recentemente, na continuidade das ultimas histórias de Masters of the Universe a localização deste Point Dread é nas Mystic Mountains e serviu de posto secreto para os Masters of the Universe reunirem forças para combater os invasores da Horda.


Este é um conjunto tão espectacular que ainda hoje, 5 anos depois, ainda me surpreende pela positiva.
Poin Dread é qualquer coisa de fabuloso.
Este pequeno monte fortificado vem com detalhes muito bons e, como era de esperar, não pode ser feito totalmente à escala MOTUC. Existem portas decorativas que são muito pequenas e escadas que nem o Orco conseguiria subir, mesmo a flutuar.
Toda a fortaleza é pintada de verde com o tom Grayskull e tem o poiso do Talon Fighter no topo que é pintado num tom cobre envelhecido, o que dá grande estilo à peça.


O outro lado de Point Dread, ou seja, o seu interior, vem com uma grande surpresa para os coleccionadores. O chão é feito a imitar o interior de Grayskull e tem ainda um bloco tecnológico, com computadores e ecrãs, que pode ser removido e colocado a gosto no espaço fornecido.


O Talon Fighter é uma nave gigantesca que assenta na perfeição no topo de Point Dread.
Este falcão, que no fundo tem as cores da Sorceress, é uma nave brutalmente grande. Tão grande que esta versão foi feita para levar duas figuras MOTUC em vez de apenas uma, como acontecia com a sua contra-parte vintage.
Os detalhes são mais que muitos e penso que nem todas as fotos que eu mostro aqui lhe fazem qualquer justiça de tão bom que é este veículo.


 Os detalhes são de tal maneira bem pensados que até os interiores do cockpit foram trabalhados ao pormenor de juntar escultura com autocolantes, posicionados estrategicamente, para proporcionar uma experiência visual fantástica da tecnologia de Eternia.


 Desta vez o Cockpit vem mesmo com vidro transparente e como no original, abre para cima, para podermos introduzir as figuras.
Mas as surpresas não param por aqui.
Com este playset vem também uma figura de acção que fez correr muita tinta em quase todos os meios noticiosos dos coleccionadores de brinquedos, particularmente os fieis coleccionadores desta linha.


Depois de tantos anos à espera, é uma nova figura da Teela que vem com este conjunto e apresenta-se meio terrífica.
Teela vem com um aspecto semelhante ao apresentado na série de animação da Filmation, mas existe ali qualquer coisa que não funcionou muito bem.


Os detalhes são mais suavizados, continua a ser uma figura ao estilo MOTUC mas a face desta Teela não é a mais famosa de todas. Não está parecida com a personagem da animação e existe qualquer coisa que a torna estranha e desadequada. Nestes 5 anos nunca consegui perceber o que se passou com o molde desta face, mas não correu nada bem.


De certos ângulos, a face não é assim tão má, mas de frente é meio plana demais e apresenta-se com proporções meio estranhas. A figura vem com uma espada e um escudo inspirados nos objectos usados pela personagem na série de animação da Filmation e que são excelentes acessórios.


Outra das características deste Point Dread é o facto de podermos montar a secção superior no Castelo de Grayskull. Para aqueles que nunca o viram ao vivo, este Castelo é gigantesco e com parte da Point Dread numa das torres e com o Talon Fighter montado, fica ainda mais alto.
A parte da fortaleza encaixa na perfeição na torre esquerda do Grayskull e permite outra visão do conjunto.


 Como tinha referido o Talon Fighter pode ser usado por duas figuras ao mesmo tempo e neste caso existe até uma figura, que saiu na colecção em 2012, no pack intitulado Fighting Foe Men, que é nada mais que o piloto do Point Dread. Figura que vinha representada nas pinturas das caixas originais do Talon Fighter e da qual já fiz review aqui no blogue à uns anos atrás. (Façam um search aqui no blogue e descubram mais sobre esta personagem).


 Esta Teela vem ainda com uma cabeça extra que tem um capacete de piloto para as vezes em que precisa de dar umas voltas no Talon Fighter. O Capacete tem um visor que pode ser removido e o design é semelhante ao do piloto e até ao capacete de Man-At-Arms.


Este é um enorme Playset e um dos grandes tesouros da colecção Masters of the Universe Classics.
A Teela é um extra curioso e não deixa de ser uma boa figura, embora com um ou outro defeito e uma ou outra má ideia de concepção.


Para os coleccionadores mais exigentes a Teela é só mais uma versão que poderá ou não ser uma das favoritas. No entanto é mais uma que entrará para a história da colecção MOTUC.



Conseguir este Point Dread e Talon Fighter não deve ser muito fácil neste momento mas a maior parte dos coleccionadores sabe que existem oportunidades que são para ser aproveitadas no momento e que depois será muito mais complicado encontrar, a preços decentes, um enorme playset como este!


Para verem bem a escala deste pequeno monstro aqui fica uma foto minha com a peça montada.
Uma grande maravilha MOTUC...


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Hot Wheels - Justice League Movie Batmobile...

Anda por aí e quanto a mim bem difícil de encontrar, mais uma versão do Batmobile do filme Justice League.

Desta vez é uma versão cinza metalizada mas com acabamento mate.
O melhor desta versão é que podemos ver todos os detalhes deste carro em toda a sua glória Hot Wheels.

Este é um Batmobile igual a mais alguns outros que saíram o ano passado.
Esta versão, para além da cor tem um vidro em amarelo que faz realçar ainda mais o cinza e é um excelente detalhe a considerar.


Este é um carro que pertence ao lote D de 2019 e que tive alguma dificuldade em encontrar por cá.
Para os grandes apreciadores de Batman é um exemplar a ter em conta, mesmo sendo uma versão de outra cor.
Procurem-no porque já anda por aí escondido por todo o lado!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Leituras do Best...Super 4 #18...ùltima edição!!!

Era um fim mais que previsto!
A revista Super 4 chega ao fim e é um alívio para a maior parte dos coleccionadores esta ter acabado.
Por mim devia ter acabado alguns números atrás quando começaram a sair os brindes repetidos, no entanto e depois de ter prometido a mim mesmo não comprar mais revistas da Super 4 mas, alertado por uma coleccionadora no Facebook, tive de ir comprar este último numero. Principalmente porque não gosto de colecções incompletas.


O numero 18 é mais do mesmo.
Uma aventura em banda desenhada desta vez intitulada "Os Jogos Piratas".
A história é intercalada com jogos e desafios que fazem parte da própria história e que são uma maneira inteligente de avançar na narrativa.


Labirintos, jogos e outros desafios encontram-se por lá e até o poster duplo não podia faltar na ultima edição.


O brinde é novamente o Capitão Barba-de-Tubarão.
Esta é uma personagem que já tinha saído no primeiro número desta revista e que vem aqui com roupas de cores diferentes e apenas com um acessório diferente, uma caveira que até já tinha saído com outra personagem.


A revista despede-se com um até breve sem dar mais explicações aos leitores se irá ou não regressar com outro formato.


Por mim foi um alívio a revista ter acabado pois acho que estava a ser um desperdício de dinheiro para ter versões alternativas de figuras em que só mudavam
a cor da roupa e, eventualmente, os acessórios.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Publicações Lendárias - Superaventuras Marvel #1...

Inicio hoje mais uma rubrica que acho que será do agrado de todos os meus leitores.
Os mais velhos coleccionadores estarão comigo neste artigo e partilharão memórias de tardes de aventuras e de deslumbramento a ler estas revistas que invadiram o mercado português nos anos 80, vindas directamente do Brasil.
Não vou falar apenas de importações do Brasil, mas começo por aqui tendo em conta que as minhas primeiras memórias são dos "formatinhos" que enchiam as montras de papelarias e tabacarias.


Os títulos são imensos mas decidi começar com o Superaventuras Marvel pois foi uma das revistas mais marcantes de sempre.
A característica principal dos títulos Marvel da extinta Editora Abril eram a variedade de aventuras que cada revista trazia. Quebrando a tradição americana que preferia um comic por personagem, a Abril põe no mercado uma revista, de formato mais pequeno mas com várias histórias de personagens conhecidas e icónicas da época.
O resultado foi uma infância recheada de aventuras, mistério, romance e heroísmo.
O que aprendi com estas revistas Marvel brasileiras vai para lá da compreensão de muitos e só pode ser entendido por quem as leu e de lá espremeu alguma coisa que ainda hoje permanece nas suas vidas.


Este primeiro número de Superaventuras Marvel surge no Brasil em Junho de 1982 e penso que só é vendido em Portugal dois anos depois.
Logo no início a revista apresenta-se num texto editorial que promete emoção e aventuras com as mais famosas personagens do Universo Marvel. Esta sempre foi a revista alternativa, que publicava as personagens secundárias mas que todos tinham curiosidade em ler mas que não justificavam, na altura, um título próprio como acontecia com o Homem-Aranha ou o Capitão América.


A primeira história deste número é "A Lei do Terror". Demolidor escrito por Roger McKenzie e desenhado por Frank Miller não podia ser melhor escolha para o começo de uma nova revista. Aqui, Matt Murdock e a Viúva Negra iniciam uma saga que irá marcar o Demolidor para sempre e será uma das mais apreciadas sagas desta personagem.


A Segunda história chama-se "Na Beira do Abismo" e continua escrita por McKenzie e desenhada por Miller que levam o Demolidor a Coney Island onde, para salvar a Viúva Negra, terá de enfrentar o terrível Mercenário e o seu grupo de homens.


A terceira história trás Conan em "O Habitante das Trevas" de Roy Thomas, com arte de Barry Windsor-Smith. Conan conquista as atenções de uma rainha de uma cidade fronteiriça de Zamora para descobrir que algo terrível se esconde nas profundezas do palácio.


A quarta história é um dos raros contos de origem com Luke Cage e contada por John Romita, Roy Thomas e  Archie Goodwin e com arte de George Tuska em "O herói que veio do Inferno". Incriminado injustamente, Cage é preso e no estabelecimento prisional sujeita-se a uma experiência que corre mal e o deixa com poderes extraordinários.

Superaventuras Marvel começa assim em grande. Com herois nobres, aventuras épicas e um começo que promete tantas aventuras...super aventuras!
Esta foi uma revista que marcou uma geração. Esta e outras que pretendo apresentar aqui e que ao longo dos anos se tornaram lendárias e que qualquer fã de banda desenhada tem na sua colecção.


O número dois desta revista promete trazer mais aventuras e outras personagens que vão tornar-se regulares e que vamos ver com mais frequência nas pequenas páginas desta lenda que é ainda Superaventuras Marvel.